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Homem é baleado após gritar “Alá é grande” no Muro das Lamentações



Um episódio ocorrido ontem (21) na esplanada do Muro das Lamentações pode ter sérias repercussões na conturbada política do Oriente Médio. O que foi inicialmente divulgado como um ato de terrorismo agora ganha outra versão.

O local mais sagrado para o judaísmo foi “invadido” por um homem que gritava “Alá é grande” e quando tentou tirar algo do bolso foi alvejado por um segurança judeu. Ele justificou a morte dizendo temer que se tratava de um terrorista.

O fato se deu no começo da manhã nos banheiros da esplanada do Muro das Lamentações. O jornal israelense “Yedioth Ahronoth” relatou que o homem não identificado, de 45 anos, recebeu vários disparos na parte superior do corpo. A vítima seria um judeu israelense bastante conhecido nas imediações do Muro das Lamentações, onde costumava passar muitas horas do dia.

Uma testemunha disse ao site Ynet: “Eu o conhecia há três anos. Ele sempre passeava por ali, protestando contra o governo. Hoje de manhã estava sentado, lendo o jornal, como fazia todos os dias”.

Ao redor do Muro das Lamentações existem muitos moradores de rua que costumam pedir dinheiro aos peregrinos locais e estrangeiros que visitam o lugar. Muitos deles fazendo profecias sobre a chegada do messias ou entoam passagens da Bíblia.

O porta-voz da polícia israelense, Miki Rosenfeld, disse que estão investigando o caso para esclarecer “os motivos que levaram o vigilante a atirar” sem ignorar a questão religiosa. “Alá é Grande” é uma das declarações fundamentais do islamismo e uma espécie de “grito de guerra” em atentados terroristas. Caso se confirme que o homem morto era, de fato, muçulmano, teme-se que ocorra uma nova intifada, como a de 2011 quando um judeu entrou no “domo da Rocha”, local sagrado para os muçulmanos.

As autoridades disseram que irão ficar atentas para que mais incidentes do tipo não se repitam no Muro das Lamentações. O local tem testemunhado vários conflitos recentemente por causa de grupos de mulheres que desejam orar ali e de radicais ultra ortodoxos que desejam impedi-las. Com informações Heraldo.es.

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M. Rocha