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"Durma com ideias, acorde com atitude!"

A Raposa e as Uvas


Uma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas grades de uma viçosa videira, alguns cachos de Uvas negras e maduras. xxxx
Ela então usou de todos os seus dotes e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu. 
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Por fim deu meia volta e foi embora, e consolando a si mesma, meio desapontada disse: 

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Olhando com mais atenção, percebo agora que as Uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio.

Autor: Esopo

Nunca foi tão grande e tão assustador o número de pessoas que se dizem decepcionadas com o evangelho, com as igrejas, com os pastores e líderes, e até com Jesus. Claro que se analisarmos com imparcialidade, com bom senso e a luz das escrituras, tem muita coisa errada neste meio.

Tem muita gente pregando um evangelho diferente do evangelho da Bíblia; tem muita igreja que só é igreja por falta de adjetivos justos e tem muitos aproveitadores travestidos de pastores e líderes, os populares “predadores do evangelho”.

Nada que não tenha sido previsto pela Bíblia. Não tem nada de novo. A Bíblia diz que apareceriam falsos cristos, falsos profetas, falsos pastores. Homens gananciosos, pastores de si mesmos, aproveitadores e daí por diante.

Falar mal deles, além de redundância, é como querer supor que exista um centro de macumba melhor do que o outro.

Precisamos analisar alguns aspectos importantes:

Primeiro: O mundo está carente de Deus e toda vez que existe uma carência de alguma coisa sempre aparecem os espertalhões para se aproveitarem da fragilidade das pessoas para que possam explorá-las. Agora mesmo, depois da catástrofe que varreu algumas cidades do nordeste brasileiro,  foram presas algumas pessoas dando os mais variados golpes nos flagelados. Se existe a miséria social, existe também a miséria religiosa e espiritual.

Segundo: Muita gente quer encontrar Deus e usufruir dos seus benefícios da maneira mais fácil possível, querendo dar o famoso, mas imoral, “jeitinho brasileiro”. As pessoas querem mundanizar o sagrado. Não querem nascer de novo, não querem negar a si mesmo, não querem tomar a sua cruz.

Terceiro: As igrejas, numa jogada marqueteira, pregam as promessas de Deus para Abraão, dizendo que nós também somos beneficiários desta promessa, afinal também somos filhos de Abraão, desprezando, omitindo covardemente o convite de Jesus e as suas promessas. Jesus não convocou ninguém para seguir a Abraão. As promessas de Jesus, contidas nos evangelhos são: Vocês serão perseguidos, serão presos, sofrerão, e serão mortos. São estas as promessas de Jesus para a sua igreja.

Quarto: Igreja nunca foi e nunca será um lugar de prazer; estamos no meio de uma batalha, que não é contra carne e sangue, mas contra principados, potestades e forças espirituais da maldade. Os cultos tem sido verdadeiros “shows”, com danças, pulos, gritos de júbilos. Dias atrás circulou nos telejornais do Brasil um filme que foi postado na Internet, com alguns soldados do exército israelense dançando na faixa de Gaza. A dança, aparentemente bem ensaiada, não trazia, em si, nada de maldoso, de ilegal, de provocativo, a não ser pelo fato de que os soldados estavam fardados, em serviço, patrulhando uma área considerada de extrema insegurança, de extremo perigo. Resultado: Os soldados foram punidos. Punidos por estarem dançando? Não. Punidos por não estarem vigilantes. Precisamos vigiar.

Em quinto e último lugar, certos insatisfeitos com a igreja, com os pastores, com o sistema,  na verdade, são pessoas que tentam justificar as suas frustrações culpando os outros, como na fábula de abertura deste artigo.

São infrutíferas, amargas, críticas e sofrem de mania de perseguição e se acham sempre injustiçadas.  Nunca ganharam pelo menos uma única pessoa para Jesus, não são dizimistas e nem ofertantes, não tem a menor intimidade com o Pai. São verdadeiras ervas de passarinho, que começam por um pequeno broto, se alastram pela árvore até tomá-la por inteiro, vindo a secá-la mais tarde.

Elas generalizam e isto é um crime. Existe uma minoria barulhenta, bandida, má intencionada, que só está visando retornos financeiros. Mas a grande maioria é de homens e mulheres de Deus, comprometidos com a palavra, cheios do Espírito Santo, escolhidos pelo Senhor para pastorear o Seu rebanho em amor e carinho, e as suas maiores bandeiras são a humildade e simplicidade.
    

A igreja é e sempre será a noiva do Cordeiro, sem mancha, sem rugas, sem maculas. Porém, feita, dirigida e freqüentada por gente.

Um dia tive um sonho intrigante. Sonhei que um moça estava sendo arrastada por satanás. Não me contive, sai em seu favor, tentando livrá-la das garras do inimigo. Peguei então um pedaço de pau e passei a agredir a satanás. Ele conseguiu tomar o pedaço de pau das minhas mãos e acertou-me, vindo a derrubar-me. Neste instante, Jesus tomou a moça pela mão, olhou para mim e disse: “não preciso que me defenda”, e saiu levando-a consigo. Fiquei frustrado e muito irritado. De repente, Ele virou-se e disse: “É muito bom saber que você me defende”.

A igreja de Jesus não precisa de ataque. Deixe isto por conta do inimigo; é a função dele. Sabendo-se que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Naquele que já provou o Seu amor por nós morrendo numa cruz e que não precisa ser crucificado de novo.


EDSON BB DE JESUS – É Pastor da Igreja Batista Bíblica de Flores – Manaus – AM.

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M. Rocha